
Serviço Quinta de Negócios:
Data: 30 de Abril
Local: Hotel Hilton
Hora: 18h
Informações e Inscrições: www.quintadenegocios.com.br
Fones: 3236.0652 | 3246.3569
Artigo extraído de Bloganda
As faculdades brasileiras de publicidade são as grades responsáveis pela formação do profissional de propaganda. Por isso as conquistas da nossa atividade profissional, são, também, conquistas dos mais de 500 cursos superiores de propaganda existentes no Brasil.
Com mais ou menos história, mais ou menos tradição, mais ou menos egressos de sucesso, esses cursos debatem o futuro da atividade e formam o profissional que atuará pelos próximos 20 ou 30 anos na propaganda. É muita responsabilidade.
Em resumida análise nos conteúdos programáticos dessas escolas, percebemos alguns traços em comum, independente da região do Brasil onde estão localizadas, e as semelhanças se dão no que é proposto e no que não é proposto como pauta de estudo. No índice de carências, identificamos que o jovem profissional de propaganda não encara a atividade como um negócio.
Não estou falando de empreendedorismo ou inovação. Essas duas disciplinas, de difícil definição, estão presentes na grande maioria das cargas horárias. Refiro-me a uma prática mais comum e convencional. O egresso do curso de propaganda, no Brasil ou em qualquer lugar do mundo, precisa de uma visão ampla sobre o negócio em que está inserido. De forma geral os novos profissionais foram expostos ao produto da propaganda e não ao negócio da propaganda.
Os conteúdos programáticos das escolas de propaganda contemplam as pesquisas (produto), o planejamento (produto), os planos de mídia (produto), a criação (produto), a produção (produto) e a avaliação de resultados (produto).
Os TCCs – Trabalhos de Conclusão de Curso avaliam a capacidade de criação e adequação dos produtos criados pelos alunos para clientes reais em situações reais, mas não levam em conta o impacto da propaganda no negócio do anunciante, nem a viabilidade das propostas para o negócio da agência.
Não encontro entre as muitas matérias relacionadas nos cursos de propaganda uma disciplina que explicitamente aborde o negócio da propaganda. Isso é uma falha, e tem como conseqüência, gerações de profissionais de propaganda mais envolvidos na excelência dos produtos que nos resultados do negócio da propaganda.
Antes que os críticos de plantão me lembrem que, mesmo assim, temos uma atividade dinâmica, com veículos, agências e fornecedores envolvidos com uma economia que equivale a 1% do PIB nacional, argumento que os grandes movimentos de nosso segmento se dão através de profissionais de propaganda com perfil administrativo e gerencial, que muitas vezes não são considerados publicitários, ou através de executivos financeiros ligados a grupos de investimento nacionais ou internacionais.
Fazer negócios na propaganda é uma atividade tão licita e tão publicitária quanto criar um anúncio ou fazer um planejamento de mídia, por isso, a importância que deve ser conferida a essa área do conhecimento. Quanto mais publicitários souberem fazer negócios, melhor será a propaganda brasileira.
Fonte: bloganda.com